Entrevista: Leidson Ferraz

Por Aladyene Silva

Leidson Ferraz é ator, jornalista e um pesquisador teatral, começou a carreira no teatro aos 9 anos na sua cidade natal Petrolina se profisionalizou em 1993 no Recife e de lá para cá, atuou em nove peças incluindo um musical até chegar na peça o Auto da Compadecida de Ariano Suassuna, que comemora este ano 17 de muito sucesso, onde Leidson interpreta dois papéis, o Frade e o Demônio.

Como Surgiu esse amor pelo teatro?

  A inspiração para dedicar-me ao teatro surgiu quando vi o espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém com José Pimentel em Fazenda Nova, acompanhado dos meu pais, aos oito anos de idade. Quando conferi aquela grandiosidade teatral, descobri que meu caminho seria aquele. De lá para cá, fiz inúmeros cursos, participei de vários festivais, seminários, integrei muitos elencos e cheguei a aventurar-me como diretor e dramaturgo na montagem do musical Alheio, em 2000, de minha autoria.

 Nos conta como foi sal trajetória no teatro?

 Como disse já fiz um musical, mas minha maior experiência é mesmo como ator. Já fui dirigido por profissionais respeitados como o próprio José Pimentel (Paixão de Cristo do Recife e Batalha dos Guararapes), Marco Camarotti (Auto da Compadecida e A Comédia do Amor), Érico José (Antônio Conselheiro). Luiz Felipe Botelho (Memórias da Emília), Vital Santos (O Príncipe dos Mares de Olinda Contra a Fúria das Águas), Cláudio Lira (Versos do Nós), Samuel Santos (O Amor do Galo Pela Galinha D’Água, com o qual ganhei o prêmio de melhor ator coadjuvante do Janeiro de Grandes espetáculos em 2007) e José Manoel (Cantigas ao Pequeno Príncipe, Badulaques & Salamaleques e Trupizupe, o Raio da Silibrina, com o qual ganhei novamente o prêmio de melhor ator coadjuvante, neste ano, no Janeiro de Grandes Espetáculos), entre outros. Sou um ator de teatro essencialmente, e feliz com o que faço.

 E o auto da compadecida? Como você chegou a esse notório espetáculo e o que ele significa para você?

 Auto da Compadecida, da Dramart Produções, é o espetáculo que existe há 17 anos (estou há 14 anos nele) e, além de ser um recordista do teatro pernambucano, é uma montagem muito amada por todos, que já me levou para vários cantos do país. Tenho muito orgulho de fazer parte desta equipe, hoje, quase uma família, sob o comando da atriz e produtora Socorro Rapôso. Interpreto dois papéis, o Frade e o Demônio. Recentemente estivemos em São José do Belmonte, aqui em Pernambuco, com muito sucesso. É um trabalho bastante reconhecido pelo público, antes mesmo da versão da TV e do cinema estrearem e acho que isso se deve à direção, ao texto magistral e divertidíssimo do Ariano Suassuna, e à empatia do elenco, muito entregue às suas personagens. É uma “autêntica festa popular teatral no palco”, como a gente costuma dizer.

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