Teatro Santa Isabel abre as portas para pessoas carentes

4 06 2009

Por Aladyene Silva

A necessidade de um local para reunir a sociedade pernambucana, num encontro com aqueles que eram tidos como senhores dos bons costumes e de gosto e refinados. Assim surgiu a ideia da construção do teatro Santa Isabel, no dia 18 de maio de 1850 o teatro abre as portas. Daí em diante os mais concorridos eventos forram realizados lá, na platéia até Dom Pedro II se fez presente, os bailes de mascarás eram uma das celebrações da nata da sociedade. Consolidando-se assim como um marco cultural do Recife.

Seis anos depois do incêndio de 1971, começava uma nova era para o Santa Isabel, sua abertura coincide com um momento de discussão sobre a escravatura no Brasil e o teatro passou a ser sede de vários encontros abolicionista. Chegando ao começo do século 20 com menos brilho. 

 A última reforma em 1995 duraram cinco anos, a restauração foi de forma a recuperar os moldes da época. Sabemos de toda a  importância do Santa Isabel para a cultura pernambucana, até pelo monumento arquitetônico que ele representa.

História a parte,  Hoje  mais uma vez o Santa Isabel faz a sua participação na história dando sua contribuição. O teatro glamour do Recife se destaca pela inclusão social. Duas vezes por mês as portas são abertas para os menos favorecidos, alunos e pais beneficiados pelo programa do governo, Bolsa Família, têm um encontro com espetáculos de dança e artes cênicas. E ainda, uma vez por mês a população recifense têm uma apresentação da Orquestra sinfônica do Recife. Esses eventos são gratuitamente. Veja Mais

 Serviço:

No dia 15 a 19 de junho às 15 hs aula concerto com temas juninos,  ministrado pela senhora Glaia Costa, direcionados aos alunos da rede municipal beneficiários do Programa Bolsa Escola.





Espetáculos locais têm apoio do Valdemar de Oliveira

4 06 2009

Por Mirlene Thamillys

O teatro Valdemar de Oliveira vem dando novas oportunidades a compainhas teatrais locais desda década de 90. Com o jurguimento da Trupe do Barulho que só apareceu com a criação de uma nova pauta no teatro as 00:00 horas, onde por conta do horário o custo era menor e as despesas se tornariam mas acessivel para a nova turma de atores que ali surgia, segundo um de seus fundadores Jô Ribeiro.  “Com grandes dificuldades financeiras, as compainhas de teatros ainda sofrem com ausência de público, bilheterias vazias e pautas muito caras, com esse clima de decadência nem parece que Recife já foi a terceira maior produção de teatro do país” diz Jô Ribeiro ator e diretor de teatro de Pernambuco. O Valdemar de Oliveira por sua vez continua lançando novas compainhas no mundo das artes cênicas a Trupe do Barulho foi só uma das primeiras.

 O preço médio que cada grupo precisa pagar por cada apresentação é de R$ 200, mas há locais onde a pauta custa R$ 600, como é o caso do Teatro Santa Isabel. Enquanto atores e produtores teatrais choram os valores das pautas de espaços de maior porte (ou fama), diversos teatros de menor capacidade da Região Metropolitana do Recife, que poderiam oferecer preços ainda menores que os praticados e servir de espaço para novas produções, curiosamente encontram-se fechados. Por isso uma das grandes e melhores opções segundo Jô é o teatro Valdemar de Oliveira que hoje é a casa da Trupe de Barulho.

Criado em 23 de maio de 1971, com o nome de Nosso Teatro o Teatro Valdemar de Oliveira é hoje a casa de varios grupos teatrais. Com mais de 35 anos, e depois de passar por varias reformas. O Valdemar de Oliveira é uma casa de espetáculos recifense pertencente ao Teatro de Amadores de Pernambuco, Localizado na Praça Oswaldo Cruz, 412, Boa Vista, o Valdemar de Oliveia trás espetaculos para todo tipo de público com horários variados.





Falta espaço para as artes cênicas

4 06 2009

Por Elaine Cristine

Teatros vazios, mas o espetáculo não pará

Teatros vazios, mas o espetáculo não para

Talvez você seja ou conheça alguém que já sonhou ou sonha em ser artista. Mas o mundo das artes cênicas não é tão fácil quanto parece. O deslumbramento causado por ele esconde as dificuldades encontradas e impostas aqueles que escolhem a profissão. A falta de interesse da população, a mau divulgação das peças, a falta de patrocínio e de incentivo governamental contribui para as dificuldades encontradas. Teatro vazio é o que estamos acostumados a encontrar na capital recifense. A deficiência no incentivo auxilia na desvalorização do trabalho oferecido pelos artistas.

 Apesar de o Sistema de Incentivo a Cultura ter a finalidade de incentivar, difundir, valorizar e preservar as artes e o patrimônio cultural, esse cenário não é o que estamos acostumados a encontrar entre os artistas e no meio da cultura do nosso país, em especial Pernambuco. Um dos entraves para a divulgação e valorização da cultura é o espaço para as apresentações teatrais, o que dificulta o trabalho dos artistas, diretores e escritores que estão cada vez mais desmotivados para compor novos projetos. Como é o caso do diretor teatral Jorge Féo, que relata as dificuldades que encontra no decorrer de um novo trabalho e ao longo de sua temporada. “As pautas dos grandes teatros estão sempre lotadas e quando há vaga, é preciso concorrer, não só com os artistas locais, mas também com os globais que vez ou outra desembarcam no Recife. É natural e compreensivo que produtores de outras paragens queiram por aqui aportar, cumprindo temporada ao lado de produções locais, o que obviamente já justificaria a ampliação dos espaços, o que eu não concordo é com a drástica retirada de cena das casas existentes”.

 Recife é uma cidade de tradição cênica, que inclusive já ocupou a terceira maior produção de teatro do país entre as décadas de 60 e 80, segundo as estatísticas da Funarte.

 Só para lembrar alguns espaços que já fizeram parte desse grande espetáculo, as quais não mais pautam espetáculos de artes cênicas em suas atividades, o que faz muita falta, recordemos: Cine-Teatro José Carlos Cavalcanti Borges, pertencente à Fundação Joaquim Nabuco, do Governo Federal; Teatro do Derby, pertencente a Polícia Militar de Pernambuco; Teatro do Forte, pertencente à Fundação de Cultura Cidade do Recife e Teatro Arraial, pertencente à Fundarpe. Este último é a mais recente exclusão de espaço cênico da concorrência de pauta da cidade, o que não acontece desde janeiro de 2007.

 Segundo Jorge Féo, a solução para os grupos teatrais é buscar pautas em teatros particulares, o diretor ainda afirma que seu mais recente trabalho, com a peça “Elas”, já chegou a receber um público de aproximadamente 25 pagantes, o que não dar nem para pagar a pauta adquirida no teatro, mas ele assegura que sua maior dificuldade é despertar no público pernambucano o interesse por esse mundo tão gracioso que é o das artes cênicas.

Jorge relata que só os globais conseguem lotar os teatros do Recife, pois nem a Trupe do Barulho que teve recorde de público na década de 90, lota mais as casa teatrais.

Mas, mesmo com todas as dificuldades muita gente ainda vislumbra dentro de si a arte e a cultura, isso faz com que o espetáculo não pare. Por isso continuam sendo ainda ministrados cursos de nível médio e superior no Recife, no contexto das ciências das artes, e enquanto houver espaço para sonhar, a cultura permanecerá em todas as formas entranhadas no seio da humanidade.





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2 06 2009







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